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Uma Luta de Séculos

 

Vizela está integrada no Vale do Vizela. Foi em Vizela que começou toda a atividade económica e política desta região, pelas suas condições geográficas que, desde muito cedo atraíram o homem.

 

A descoberta das águas termais

A chegada dos Romanos à Península Ibérica, no século III a.C., trouxe grandes transformações, em especial a descoberta das águas termais, com capacidades únicas no tratamento de determinadas doenças, entre as quais o reumatismo e as afeções das vias respiratórias.

Vizela tornou-se conhecida pelas virtudes terapêuticas das suas múltiplas nascentes de água, onde acorria gente de toda a Ibéria.

Outra obra com a assinatura dos povos romanos é a ponte de Vizela, conhecida por "ponte velha", e que resistiu a séculos de utilização, estando classificada como monumento nacional.

No ano de 607, século VII, realizou-se um concílio para a divisão do território em bispados, surgindo, assim, as primeiras paróquias portuguesas, entre as quais, Oculis, ou seja, Caldas de Vizela.

 

1361: Vizela foi concelho

O ano de 1361 foi o primeiro grande momento da história de Vizela, tendo esta alcançado a independência administrativa e formado, pela primeira vez, concelho próprio.

Em Tagilde, a 10 de Julho de 1372, assinou-se um importante acordo político, o chamado pacto de Tagilde, um tratado de aliança entre Portugal e Inglaterra.

Depois de um certo período de adormecimento, as termas renasceram no século XVIII. Em 1785, iniciou-se a construção, no sítio da Lameira, de uma barraca coberta de colmo, que iria constituir as primeiras instalações das termas de Vizela. Nos anos seguintes, foram construídas algumas barracas em pedra. Já no século XIX, foi dada autorização régia para a construção dos banhos, os antecessores das atuais Termas, que começaram a ser construídas em finais do século XIX (1870). Em 1873, é fundada a Companhia dos Banhos de Vizela, que contribuiu, de forma preponderante, para o urbanismo vizelense, dos séculos XIX e XX.

 

O renascer do espírito independentista

Com a criação da Companhia dos Banhos, a povoação cresce, e com ela renasce a consciencialização autonómica da população, que estava enfraquecida há vários séculos, dando origem, durante o século XIX, ao renascer da luta pela autonomia de Vizela.

Naquela altura, Vizela vivia momentos de grande vigor económico, sendo a estância termal considerada uma das melhores do país, servindo de polo dinamizador de toda a região.

 

Elevação a Vila

Em 1929, Vizela é elevada à categoria de vila, em plena ditadura de pré-Estado Novo. Mas, os vizelenses não ficaram satisfeitos e não desistiram da sua luta pela criação do concelho. Em 1964, é fundado o MRCV - Movimento para a Restauração do Concelho de Vizela, que se propôs liderar a luta pela criação do concelho.

Com o 25 de Abril, veio a promessa de uma nova lei sobre os municípios e as esperanças dos vizelenses aumentaram.

Nos anos 80, os acontecimentos na Assembleia da República foram acidentados. Em 1982, o Partido Popular Monárquico apresentou uma proposta de criação do concelho, mas esta foi rejeitada. O PSD também fez promessas, que não cumpriu. Como resposta, os vizelenses boicotaram as eleições autárquicas de Dezembro desse ano.

 

Luta valeu a pena

A 19 de março, os projetos-lei de elevação de Vizela a concelho foram aprovados e Vizela era, finalmente, elevada à categoria de cidade.

Mais de seis mil vizelenses, que se tinham deslocado até Lisboa, fizeram a festa, à porta da Assembleia da República. Também em Vizela, a festa foi rija e culminou com um espetáculo de fogo-de-artifício, organizado pelo MRCV.

A luta valeu a pena...

O desejo concretizou-se...

 

Vizela era concelho!

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