|
Caldas de Vizela (São Miguel)
Caldas de Vizela São Miguel possui uma área de 4,14 km², 6280 habitantes e uma densidade populacional de 1499,7 hab/km² (2001), constituindo a maior freguesia do concelho.
Esta freguesia localiza-se a poente do Concelho, confinando a Norte com a freguesia de Infias, a Sul com a freguesia de S. João e Stº. Adrião, a Poente com o Concelho de Guimarães e a Nascente com a freguesia de Tagilde e Stº Adrião.
Historial da Freguesia
Num documento bastante antigo surge pela primeira vez a denominação de São Miguel e das Caldas de Vizela. Decorria o ano de 607, sob o reinado de Teodomiro, Rei dos Suevos, reuniu-se a Concílio de Lugo para confirmar a fé católica e proceder à divisão dos Bispados. No documento final é referida a palavra "Oculis". A solução é nos dada quase quatro séculos depois, em 1014, em que Afonso V de Leão, efectuou várias doações onde deferia "in Ecclesiae Sancti Michaelis in Oculis Calidarium", sendo a prova da antiguidade da freguesia. As palavras "Oculis Calidarium", duas palavras de origem latina, significam "Olhos de Água Quente", o nome que era dado desde o Século IX até ao Século XVI, à freguesia de São Miguel das Caldas de Vizela. No final do Século IX e inícios do Século X, há registos de várias presenças de Afonso V de Leão e da Sua Corte nas Terras de "Oculis Calidarium", o que atesta a importância de Vizela ao longo dos tempos.
A freguesia de S. Miguel das Caldas ocupa uma vasta área de 4,20 Km2 com 6280 habitantes, constituindo a maior freguesia do concelho, localizada no Sul do Distrito de Braga.
Caldas de Vizela (São João)
Caldas de Vizela São João possui uma área de 3,54 km², 3719 habitantes e uma densidade populacional de 1200,3 hab/km² (2001).
Esta freguesia localiza-se a poente com o Concelho de Stº. Tirso, a Norte com o concelho de Guimarães e com a freguesia de S. Miguel, Nascente com a freguesia de Stº Adrião e S. Miguel e a Sul com a freguesia de Stª. Eulália.
Historial da Freguesia
Chamava-se outrora S. João de Gominhães, nome tomado da nobre casa e Paço de Gominhães. Na nobre casa e Paço existe uma capela dedicada à Nossa Senhora de Jerusalém. A Igreja Paroquial, tem como Orago, S. João Baptista, foi construída entre 1904 e 1906.
Existia também a Capela Senhora de Lurdes, sita no Monte da Senhora de Lurdes, posteriormente derrubada por mão sacrilégica. Na freguesia, no Lugar da Cascalheira funcionou uma fábrica de papel de vegetais, a primeira conhecida na Europa Ocidental. Esta fábrica foi fundada pelo nobre Francisco Joaquim Moreira de Sá, dono da ilustre Casa de Sá (Stº. Eulália). A poucos metros da cidade, fica também o edifício mandado construir em finais do século passado, pelo ilustre vizelense Dr. Armindo de Freitas Ribeiro Faria, com o fim de ali funcionarem os Paços do Concelho, conhecido pelo "Externato de Vizela".
A Companhia de Banhos de Vizela, foi criada no ano de 1874, e ainda propriedade desta, temos o Parque das Termas que continua a ser um "pulmão" importantíssimo para toda a cidade e concelho.
Graças ao dinamismo de Manuel Fonseca e Castro, a estância Termal teve um extraordinário incremento, com a instalação do Parque de Jogos e, nos nossos dias, ocupa lugar cimeiro em movimento termal, ao nível nacional.
A Junta de Turismo, criada para dar apoio à exploração Termal, instalou-se, em edifício próprio. Francisco Armindo Pereira da Costa, nasceu a 15 de Março de 1906 e faleceu a 03 de Outubro de 1982. Homem que se dedicou à sua terra, de alma e coração, fundou o "Notícias de Vizela", acumulando as funções de redactor e administrador. Foi colaborador da imprensa regional, usava o pseudónimo de Júlio Damas. Segundo Abel Pinto, "ao recordar Francisco Costa, invocando o seu nome com carinho e saudade, reconhecendo o mérito da sua obra no restrito horizonte intelectual vizelense".
Tagilde
Tagilde possui uma área de 2,77 km², 1777 habitantes e uma densidade populacional de 612,6 hab/km² (2001). Localiza-se a Sudoeste de Guimarães, de onde fica a 9 quilómetros, na encosta do Sul e perto de S. Bento, estendendo-se até às margens do Rio Vizela. É limitada a Norte pelas freguesias de S. Miguel, Tabuadelo, S. Faustino de Vizela e S. Paio, e ao Poente pelas freguesias de Stº. Adrião e S. Miguel.
Historial da Freguesia
Não é possível averiguar quem foram os primeiros povoadores de Tagilde, havendo todavia, prova de que o seu território já era povoado e cultivado, antes da denominação dos romanos, que por este vale imenso de Vizela, deixaram marcas assinaláveis, desde algumas dezenas de anos antes de Cristo, até princípios do Século V da Era Cristã.
Segundo descreve o Padre Oliveira Magalhães, na sua "Monografia do Abade de Tagilde", aí deixaram evidentes da sua existência.
Formaram-se aqui três "villas", cujos colonos foram provavelmente oriundos d' alguns dos "castros", que ficavam a pouca distância desta freguesia, o de Stº. Adrião e o de Regilde, se é que em alguma das elevações desta paróquia, não existiu um desses lugares.
Referindo o penedo, erradamente atribuído a S. Gonçalo, que foi Santo oriundo de Tagilde, e denominada "agra de mouros", o Padre Oliveira Magalhães assim: "Aquele é um penedo com a superfície crivada do que os franceses chamam "fosstes" e o nosso povo "buraquinhas", obra de uma antiga raça, que de tal forma escreveu as provas da sua dominação secular.... A designação toponímica de "mouros" indica aqui, sempre, uma proveniência pré - romana".
Ainda quanto ao nome de "Tagilde", sabe-se que tem uma certa analogia com "Taíde", da Póvoa de Lanhoso ou "Ataíde" de Amarante, e com toda a certeza deriva de "Atanagildo", seja este guerreiro gôdo ou romano.
Este nome era bastante vulgar na restauração "neo - gótica" e também, segundo a monografia do Abade de Tagilde, é provável que designasse algum "presor" que apreendesse este território edificando alguma "Torre de Atanagildo", tendo depois os povoadores, entretanto convertidos ao Cristianismo, erguido uma ermida nas imediações.
Também se recorda que "em princípios do Século XII, estabeleceram-se pelas margens do Rio Vizela, descendentes de D. Pedro Fromariz, tronco da nobre família conhecida com o apelido de Riba - Vizela...".
Provavelmente estes ricos - homens aumentaram a pobre ermida dos "atanagildenses", dotando-a com rendas suficientes para a sua existência autonómica.
Em traços gerais, é esta a remota origem da freguesia de Tagilde, onde D. João I de Portugal, firmou com os ingleses, o Tratado de Aliança, mais antigo da Europa, aparecendo como paróquia de S. Salvador, alguns séculos mais tarde.
Segundo o Padre Oliveira Magalhães, "o templo actual foi edificado na primeira metade do Século XVIII, em local diverso do anterior, que era situado no campo do passal, chamado horta velha e que em 1700, ameaçava ruína imediata, achando-se por isso, escorado com espeques de madeira. O abade de então, Bento Soares Coutinho, mandou à sua custa, fazer a capela - mor e tribuna no mesmo sítio, auxiliado com a quantia de 100 mil reis, pertencente à Confraria do Santíssimo Sacramento que foi gasta com autorização do Arcebispo D. João de Sousa , e empregou todos os esforços para que a paróquia construísse o corpo da igreja"
E é esse, o templo actual, devidamente restaurado, que está mais ou menos no centro da freguesia, quase no sopé do Monte de S. Bento e ainda, segundo a monografia do Abade Tagilde, "igreja paroquial, cujo titular e padroeiro da paróquia, é S. Salvador, honrando no mistério da sua gloriosa transfiguração no Monte de Tabor, de que se faz menção no Breviário romano e que é narrada pelos evangelistas, S. Mateus, capítulo XVII, S. Marcos, capítulo IX e S. Lucas, capítulo IX". A freguesia de Tagilde, tem portanto, como orago, a personagem mais importante da humanidade, que é, Jesus Cristo como Deus e como Homem, no mistério da sua Transfiguração de Salvador, sobre o Monte de Tabor, acompanhado de Moisés e Elias, é na presença dos três discípulos predilectos Pedro, João e Tiago, justificando a célebre exclamação daquele que viria a ser o primeiro Papa da Igreja Católica "Senhor, que bem se está aqui!... nós deveríamos ficar aqui sempre e estabelecer nossa morada; levantemos pois três tendas: - uma para Vós, outra para Moisés, e outra para Elias".
Sobre as devoções, antepassados do Vale de Vizela escolheram para padroeiro a Transfiguração de Jesus Cristo, cuja festa a igreja celebra no dia 6 de Agosto de cada ano.
Vizela (Santo Adrião)
Vizela Santo Adrião é uma freguesia do concelho de Vizela, com uma área de 3,01 km² , 2460 habitantes e uma densidade populacional de 705,2 hab/km² (2001).
Esta freguesia localiza-se a poente com a freguesia de S. João e Santa Eulália, a Norte com a freguesia de S. Miguel e Tagilde e a Nascente com as freguesias de Regilde e Revinhade do Concelho de Felgueiras.
Historial da Freguesia
Foi em tempos, até 1910, conhecida por “Santo Adrião de Vizela”, embora correctamente, a sua designação seja de “Santo Adrião de Riba-Vizela”, pois é assim, que a freguesia aparece em documentos que datam do séc. XI (1059). “Riba” refere-se à sua localização privilegiada na margem esquerda do Rio Vizela, actualmente, designa-se Vizela Santo Adrião.
Tudo indica que esta povoação remonta a muito antes do séc. XII, uma vez que vários são os registos arqueológicos encontrados que nos conduzem à época pré-romana, bem como a sua toponímia. Esta, contém algumas espécies dignas de registo: “Anções” é alusivo a uma “villa” agrária pré-romana, “Gosende” é um nome pessoal de origem germânica, “Paredes” é alusivo à existência de muros castrejos na eminência vizinha e hoje já desaparecidos, e muitos outros nomes de lugares que nos remetem para o passado muito remoto. Foi também um Castro, ali no chamado popularmente Monte da Santa. Há indícios visíveis do respectivo fosso defensivo.
O que aí se passou ao longo do tempo, testemunha bem como estes locais foram aculturados e cristianizados. De facto, no cimo do monte que domina uma planície envolvente, construiu-se há séculos uma ermida a que sucedeu a actual Capela de Nossa Senhora da Tocha. É também um estilo românico e a ela se acede por uma curiosíssima escadaria que contorna o ondulado da subida. A Capela é pequena e está demarcada por ameias decoradas, ora geometricamente ou com caretas e figuras humanas. No exterior existe uma bonita imagem do século XVI, advogada das parturientes, posta primordiosamente em pequeno nicho. Esta Capela de Nossa Senhora da Tocha é ponto de romaria, até porque daqui se avista um deslumbrante panorama sobre o Vale de Vizela.
A Igreja Paroquial também foi românica. Já pouco resta do primitivo estilo. A cachorrada que sustenta a cornija apresenta curiosas figuras geométricas. No interior, há uma pia baptismal, um tanto retocada com uma talha barroca tardia e um tecto com caixotões pintados. Na sacristia alguém conservou e bem, uma parte do retábulo de esculturas em alto-relevo com bastante interesse artístico. Em frente ao portal lateral, um outro retábulo estilo renascença, tem pinturas de interesse sobre o Purgatório e São Miguel.
E uma vez mais no espólio, uma cruz processional em prata doirada, estilo renascença tem também interesse. A cruz é em flor de lis e o pé está muito bem trabalhado com desenhos geométricos. O cruzeiro da Igreja é também curioso. Encima a coluna, um capitel românico que suporta a cruz e apresenta-se decorada com temas religiosos.
Santa Eulália
Santa Eulália possui uma área de 5,64 km² de área e 5200 habitantes e uma densidade populacional de 1030 hab/km² (2001).
Esta freguesia confina a Norte com a freguesia de S. João, a Sul com duas freguesias do concelho de Lousada: Lustosa e Barrosas (Stº. Estevão), a Nascente com a freguesia de Revinhade, a Norte com Stº. Adrião e a Poente com a freguesia de Vilarinho.
Historial da Freguesia
Santa Eulália, freguesia do Município de Vizela, terra acolhedora e de belezas naturais que a muitos encanta, situa-se perfeitamente encaixada entre os montes dos Maragoutos e de Penabesteira, formando um vale por onde passa o regato de Sá, afluente do Rio Vizela.
Com uma área de 5 Km2, até 1998 constituía a freguesia mais populosa do Concelho de Lousada, ao qual pertencia, sendo hoje também uma das maiores do seu novo concelho, registando, segundo os resultados provisórios dos Censos 2001, um total de 5200 habitantes, 1560 famílias clássicas e 1143 edifícios.
Devido à sua toponímia e pela existência de Castros nas suas imediações, Pinho Leal, refere ser Barrosas (Santa Eulália), seu nome original, um povoamento pré - romano. O mesmo autor no Dicionário Geográfico "Portugal Antigo e Moderno" acrescenta: " Em 1757 tinha 200 fogos. (...) Esta Vila é de criação moderna, assim como o seu Concelho que tinha 1740 fogos, e que pouco tempo durou, sendo suprimido em 1855. Era antigamente do concelho de Guimarães."
Ainda antes, no Século XIII, esta freguesia esteve ligada a um importante momento da História de Portugal, a guerra civil que opôs os reis irmãos D. Sancho II e D. Afonso III.
Em Barrosas (Santa Eulália), mais precisamente no Lugar da Torre, ter-se-ia recolhido D. Sancho II e onde presumivelmente o mesmo teria sido criado.
Nas Inquirições de D. Dinis em 1307, é mencionada a casa mais nobre de Santa Eulália, a Casa de Sá. Esta casa esteve ligada aos momentos mais significativos da História de Portugal e nela nasceram e se criaram personalidades de grande prestígio, nomeadamente Francisco Joaquim Moreira de Sá, a quem se ficou a dever a primeira fábrica de papel produzido com massa de papel (a primeira da Europa) que se veio a construir na Quinta da Cascalheira.
Santa Eulália, terra fértil, outrora ocupada por extensas explorações agrícolas, tem hoje a sua população orientada essencialmente para as indústrias têxtil, de vestuário e calçado, disseminadas por todo o Vale de Vizela.
Embora ainda recentemente pertença da Região do Douro Litoral, esta povoação sempre foi tipicamente minhota, quer pelas suas características paisagísticas, quer pela alegria espontânea das suas gentes e da sua apetência natural para a festa.
A atestar a vivacidade dos eulalenses estão as várias associações de apoio à cultura, desporto, educação e recreio, instituições que congregam e dinamizam uma forte percentagem da população nos vários níveis etários. Exemplo disso são o Grupo Folclórico de Santa Eulália (com Museu Etnográfico), o C.C.D. de Santa Eulália, o Centro Social e Paroquial de Santa Eulália (com Centro Comunitário e Lar de Idosos), Moto Clube de Vizela, o C.N.E. de Santa Eulália e as Associações de Pais das Escolas e Jardins Infantis, que fazem de Santa Eulália uma freguesia activa, cujo nome é cada vez mais ouvido e falado na região, no país e além fronteiras.
Vizela (São Paio)
Vizela São Paio possui uma área de 2,48 km² de área e 1394 habitantes e uma densidade populacional de 577,2 hab/km² (2001).
Situada na margem direita do Rio Vizela, afluente do Rio Ave. Esta freguesia localiza-se a Poente com a freguesia de Tagilde e S. Faustino (Guimarães), a Norte com o concelho de Guimarães (Abação e Gémeos) e a Sul com o concelho de Felgueiras (S. Jorge e Regilde).
Historial da Freguesia
Pequena freguesia rural situada na margem direita do Rio Vizela, afluente do Rio Ave, consta do historial da freguesia que a mesma aparece referenciada pelo Abade de Miragaia, pela sua Igreja - "A igreja paroquial - escreve o Abade de Miragaia - é um templo singelo e muito acanhado, mas muito antigo, sendo a porta principal de arco de volta inteira, mas já em nada deve lembrar a primitiva, de que se diz foi Abade S. Gonçalo de Amarante. Um cruzeiro denota muita antiguidade. "É de pedra e tem a imagem de Cristo mal esculpida e toscamente pintada.. Antecedem-no e seguem-no cruzes de pedra que vão terminar numa elevação próxima, denominada Calvário, sítio aprazível com extenso e formoso panorama, invocando como o melhor da ribeira. Esta freguesia esteve anexada à de Tagilde de 1898 a 19/03/1940. A esta freguesia pertencem os Lugares de Barreiro, Barroco, Monte e Penso.
Foi notável aqui a Romaria de S. Gonçalo precedida da costumeira dos tremoços na véspera à tarde de 09 de Janeiro. Um carro de tremoços curtidos, postado junto ao cruzeiro da Freguesia é distribuído pelo povo e juntamente uma boa porção de vinho."
Actualmente é uma freguesia onde a actividade agrícola detém a maior representatividade, sendo que outros sectores se encontram também representados, como sejam a indústria onde pontificam as cartonagens e pequenas confecções e o sector terciário. Neste inclui-se o pequeno comércio e as empresas prestadoras de serviços, nomeadamente de limpeza.
Uma das suas mais particulares características tem a ver com o facto de estar localizada numa zona bastante central relativamente a 3 pólos industriais bastantes importantes, como são Vizela, de onde dista 6 Km, Guimarães a 9 Km e Felgueiras a 8 Km. Esta particularidade faz com que esta pequena aldeia, com cerca de 450 famílias e de 1152 eleitores funcione quase como um dormitório destas cidades, onde a maior parte da sua população trabalha nos sectores têxtil e do calçado.
Por outro lado, a reduzida indústria existente permite que nesta freguesia se respire um ar ainda despoluído, onde o Rio Vizela passa ainda relativamente límpido, sendo que no mês de Agosto ainda é possível ver com assiduidade as pessoas a banharem-se nas suas águas.
Aliás, no Verão o rio representa a principal atracção desta freguesia, onde as sombras das suas margens são açambarcadas pelos piqueniques domingueiros.
Não obstante da sua reduzida população, esta freguesia tem estabelecimentos educacionais que albergam jovens desde os 3 anos até que completem a escolaridade obrigatória. Para isto muito contribuem o Instituto Silva Monteiro (escola semi - particular), a Escola Básica do 1º. Ciclo e o Jardim de Infância, este último dotado recentemente de instalações próprias. Com a finalização do complexo religioso, pretende-se albergar também os idoso através da criação de um centro de dia.
As colectividades existentes nesta freguesia poder-se-ão reduzir, neste momento ao S. Paio Sport Clube, actualmente a militar na 2ª. Divisão Distrital da A.F. de Braga, os unidos a S. Paio, os Escuteiros e o grupo de jovens. Com a recém criada Fundação Silva Monteiro, com sede numa contígua ao Instituto com o mesmo nome, espera-se uma dinamização cultural e associativa desta freguesia, nomeadamente através da constituição de uma biblioteca e de um pavilhão gimnodesportivo para serviço da comunidade.
Infias
Infias possui uma área de 3,11 km² de área e 1765 habitantes e uma densidade populacional de 690,8 hab/km² (2001).
Esta freguesia localiza-se a poente, Norte e Nascente com o Concelho de Guimarães e a Sul com a freguesia de S. Miguel.
Historial da Freguesia
De acordo com documentos antigos, a toponímia tem o significado de “trespassar, percorrer, passar além de”, em virtude de esta freguesia ser a passagem entre Guimarães e Vizela, desde a sua fundação.
A sua história original perde-se no tempo, contudo existem dados que a mencionam já no séc. XIII, com a designação de «Vila de Enfias». Por outro lado, nas Inquirições de 1220, aparece com o nome de «Parrochia Sancte Marie de Enfias». Finalmente, em 1290 surge com o nome já mais modernizado de «Freguesia de Santa Maria de Enfias.
Actualmente, mantêm-se o nome de Santa Maria de Infias, com a evolução fonética do (e) para (i), o que é normal. A Carta Régia dada em Guimarães, em 1388, confirmou à população de Infias todos os privilégios, foros, liberdades e são costumes que desde sempre usaram.
A freguesia é atravessada por um ribeiro, que se integra depois no rio Vizela, com o nome de Ribeiro de paços. Nas margens deste ribeiro outrora, existiram 13 moinhos todos activos. Actualmente, permanece erecto apenas um, que até há seis anos atrás ainda laborava.
Esta freguesia é caracterizada pelas suas orações e tradições. Para confirmar basta lembrar a Confraria do Senhor das Chagas, que parece ter já muitos séculos de existência, pois não existe qualquer documento com data da sua fundação. Reza a lenda que esta imagem ainda tem vestígios de uma outra, que há muitos séculos cruzado mandou esculpir, a fim de lhe colocar uma coroa de espinhos que encontrou no deserto, quando regressava da Terra Santa.
Numa capelinha, da qual já não há vestígios, a coroa foi colocada sobre a referida imagem e, todos os anos, a 3 de maio, sangue brota das feridas provocadas pelos espinhos, levando até quem afirmasse, que isso correspondia ao dia e hora em que Cristo teria sido coroado. Sabemos que não é verdade, mas o facto é que incutiu tanta fé nas pessoas que, nesse dia, começaram a fazer uma romagem de penitência e assim a imagem do Senhor das Chagas era transportada desde a capelinha de Infias até à Senhora do Monte em Serzedelo.
O facto começou a provocar tal salema entre os habitantes das duas freguesias que, em 1920 se construiu a Capela de Santa Ana, local para onde as procissões passam a dirigir-se, deixando de haver a romaria à Senhora do Monte, por divergências entre a população das duas freguesias. A Igreja Paroquial veio substituir o antigo Templo Romano erigido em honra de Diana, segundo a construção da nova igreja e do Centro cultural Raul Brandão, os projectos deste povo tão empreendedor.
|
Registe-se e receba todas as novidades da CMVIZELA na sua caixa de correio!
A sua opinião é importante para nós. Preencha o nosso formulário e envie-nos sugestões, opiniões, ou reclamações. Actual: °C Média: °C |  |
|