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Património classificado
Ponte Romana (Monumento Nacional) - S. João
Situada na freguesia de S. João, na Rua Pereira dos Reis, encontrámos a Ponte Romana, classificada como Monumento Nacional, através do Decreto de 16 de Junho do ano de 1910, do Decreto-Regulamentar n.º136, de 23 de Junho de 1910. Este ex-libris, erigido num dos locais que em tempos foi considerado como um dos mais belos de Vizela, faz parte de um dos mais importante recursos do património construído do concelho de Vizela. Edificada durante o período romano, fez parte da via - militar romana que ligava as localidades de Braga e Mérida. No que concerne à sua estrutura física, é composta por um tabuleiro encurvado, pavimentado com lajes graníticas com 40 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. Assenta sobre três arcos redondos de diferentes dimensões, separados por pilares contrafortados. Apresenta um olhal com arco de volta redonda que serve para o escoamento do caudal em tempos de cheias. Dada a beleza da sua envolvente, era propício fazerem-se em tempos remotos, os tradicionais piqueniques domingueiros, sobretudo em época de veraneio. Porém, esta tradição foi-se perdendo ao longo dos anos, muito devido à poluição visível do Rio Vizela. Hoje em dia, e numa óptica de reabilitar e adaptar as suas margens, foi criado um espaço de lazer, onde se pode novamente desfrutar de um belo espaço verde. Esta ponte tem vindo a ser submetida a algumas obras de reconstrução que, no seu conjunto, lhe conferem uma clara mistura de estilos arquitectónicos.
Paço de Gominhães (Imóvel de Interesse Público) - S. João
Na freguesia de S. João, na Rua do Paço de Gominhães encontrámos o Paço de Gominhães, classificado de Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º129/77, Decreto-Regulamentar n.º226, de 29 de Setembro de 1977. É uma interessante moradia de raiz medieval e com antepassados que se notabilizaram na História Pátria. Edifício de planta composta, em U, com torre num dos topos, e tendo dois pisos. Volumes articulados por coberturas em telhado de quatro águas diferenciadas. Possui um portal armoriado de acesso ao terreiro. A fachada principal exposta a Oeste, localizada nas traseiras do Imóvel, é marcada fundamentalmente por uma escadaria de dois lanços na esquina Noroeste, antecedida por uma fonte em granito. Esta de espaldar com dois degraus de acesso e tanque adossado é abastecida por uma carranca esculpida numa pedra quadrada. O espaldar tem lateralmente duas pilastras e é rematado por um frontão de arco abatido interrompido por um campanário, encimado por uma cruz entre duas volutas; dois pináculos ladeiam o campanário. No grande patamar da entrada localiza-se ao centro por uma mesa em granito. Ao lado da porta de entrada, uma fonte – nicho embutida na parede e tanque rectangular saliente. As restantes fachadas exteriores, fora e dentro do pátio são marcadas ou por janelas ou portas de sacada com molduras regulares em granito. Todos os compartimentos interiores são cobertos por tectos de masseira. A construção original remonta ao reinado de D. Sancho I, conforme é descrito numa inquirição de 1280, e, como a maior parte dos antigos solares apresenta actualmente vários motivos e acrescentos de épocas posteriores, como os que foi sofrendo nos reinados de D. João I, D. João III e finalmente D. Afonso VI. A forma como este Paço foi alterado ao longo dos tempos prende-se com a evolução que a estrutura das casas senhoriais medievais conheceram nos Séculos XVI e XVII., estando a história desta casa ligada ao reinado de D. Dinis. É uma casa brasonada, em cuja pedra de armas entronca o ramo dos "Vasconcelos", do célebre cavaleiro "magriço", cantado por Camões nos Lusíadas. Esta casa foi oferta do rei D. Dinis a um dos seus homens, que integrou a comitiva, que foi buscar a Rainha Isabel (Rainha Santa Isabel) a Aragão. Pode-se ainda admirar neste espaço uma capela construída em 1691, de planta rectangular e frontispício com cunhais de cantaria sobrepujados por pináculos, terminando em empena truncada por sineira. Tem também um portal de verga recta e frontão triangular, tendo na padieira uma inscrição que diz-se ter sido construída por Pedro Vaz C. de Sousa, e uma magnífica fonte que se encontra encostada à escadaria de entrada. Há também um corpo destinado às cavalariças inserido no extremo do terreiro. O solar possuía uma torre que foi demolida no século XIX.
Igreja (Velha) de S. Miguel (Imóvel de Interesse Municipal) - S. Miguel
Na freguesia de S. Miguel, mais precisamente na Rua da Barrosa, encontrámos a Igreja Matriz de S. Miguel. Esta igreja foi classificada como Imóvel de Interesse Municipal através do Decreto Regulamentar nº. 47 - 28/82 de 26 de Fevereiro de 1982. A sua construção foi concluída no Século XVII. Esta foi sucessora da existente no Século I, sendo possivelmente uma reconstrução, ou ampliação do templo românico, dado que, a paróquia é das mais antigas do Arcebispado de Braga. A "Ecclesiae Sancti Michaelis in Oculis Calidarium", fez-se representar no primeiro Concílio realizado no Lugo, em Espanha, no ano de 607. De planta longitudinal, composta por nave única e capela – mor rectangular encimado por janela com frontão curvo. O espaço interior foi reformado no Século XVIII, tendo a toda a volta um lambril de azulejos e dois retábulos colaterais de talha joanina que se prolongam pela sanefa do arco triunfal. O tecto da nave, em madeira está totalmente decorado com pinturas. A capela – mor é coberta por tecto de estuque pintado e possui ao centro um amplo retábulo de talha dourada com tronos e nichos.
Casa de Sá (em vias de classificação) - Santa Eulália
Situada na freguesia de Santa Eulália, mais precisamente na Rua da Recta de Sá, temos a Casa de Sá que actualmente se encontra em vias de classificação, através de Despacho de 2 de Outubro de 1995. De estilo Barroco abundante, foi provavelmente construída no Século XVI, embora a sua fachada seja oitocentista, e posteriormente no Século XIX, terá sido criado também o amplo jardim romântico junto ao portal. É casa de planta rectangular compacta de volume simples de três pisos, sendo um deles amansardado. Cobertura de quatro águas rematada ao centro por um mirante fechado com janelas, rematado por uma outra cobertura do mesmo tipo. A fachada principal orientada a Este, encaixada entre dois corpos mais destacados nos extremos. È simétrica com um frontão elevado ao centro, onde se faz a entrada. A das traseiras, com o mesmo tipo de articulação, é marcada no primeiro piso por varandas. A definição de um terreiro trapezoidal exterior à Casa é feita com a parede da fachada principal da Capela e uma outra igual por onde se faz a entrada. Entre estas duas paredes ergue-se a sineira ladeada por duas pilastras. A ladear este espaço, dois muros encimados por ameias e pináculos onde se adossam dois volumes de apoio à Quinta. A Quinta de Sá, além de ser um centro de produção agrícola esteve ligada à actividade industrial, visto que, um dos seus donos edificou nas proximidades do Rio Vizela uma grande fábrica de papel feita de vegetais. Desta fábrica, destruída pelas invasões Francesas, apenas restam vestígios. Também nos finais do século XIX, um dos edifícios junto à eira servia para a criação de bichos-da-seda e instalação de teares. Diversas gerações da casa engrandeceram o país na política, exército, literatura, música, entre outros. Passaram por esta, diversos refugiados políticos do tempo do Absolutismo e Salazar (Estado Novo). Por aqui, passaram também individualidades como Camilo Castelo Branco, José Régio, Bispo Trindade Salgueiro, que trocaram correspondência com os filhos desta casa.
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